Cartão com nome amaricado a fim de identificar realmente as ‘ssoas

Rebentou a polémica nos jornais e nas redes sociais sobre aquela medida que o Bloco de Esquerda quer tomar em relação ao cartão de cidadão. Para quem ainda não sabe, a proposta do Bloco de Esquerda é a de alterar o nome do cartão de cidadão para cartão de cidadania, eliminando assim a flagrante discriminação contra o sexo feminino presente no ultrajante título da nossa identificação.

Têm se ouvido muitas vozes contra esta proposta por ser vista como extremista, ignorante (tanto a nível gramatical, semântico e lexical, bem como a nível da própria estupidez), irrelevante e maricas.

No entanto eu concordo com a proposta do Bloco,  e venho hoje aqui esclarecer dados e apresentar ainda mais propostas para eliminar quaisquer resquícios de terminologia sexista presente no dia-a-dia dos cidadãos portugueses. Aliás,  presente no dia-a-dia da cidadania de Portugal, assim é que é.

Quero relembrar que antes de  mudarmos para o actual e já desactualizadíssimo cartão de cidadão, usávamos o velhinho Bilhete de Identidade,  nome esse que era bastante mais adequado.  Reparem que as palavras “cartão” e “cidadão” são ambas do masculino. Pelo contrário, “bilhete” é do masculino e “identidade” é do feminino, impondo a esse documento um equilíbrio entre os dois géneros. Irei até mais longe e direi entre os três géneros,  tendo em conta que a palavra “bilhete” é meio fanhosa, e por isso, um bocado maricas. Só por curiosidade, o nome completo deste documento era Bilhete de Identidade do Cidadão Nacional. Penso que já nesta altura se previssem polémicas, daí se ter popularizado a abreviatura para Bilhete de Identidade e depois para B.I.

BI

A terminologia número de contribuinte é também extremamente desrespeitosa para com as senhoras deste país desta nação, pelo que proponho a alteração para Composição numérica da contribuição tributária. Penso que devemos apostar em títulos simples e claros que mostrem bem a nação moderna e sensível à qual pertencemos.
Fica também a nota para o Bloco de Esquerda pensar em voltar atrás na atrocidade que aíCARTA CONDUÇÃO 4 há uns anos se cometeu contra a carta de condução. Ela deveria voltar a ser aquela cartolina cor-de-rosa que havia antigamente. Sempre combinava melhor com certos tons de maquilhagem. E já agora tudo o que se chamar cartão, passar a ser denominado carta: carta de cidadania, carta da contribuição tributária, carta da biblioteca, carta dos pontos da gasolina (ou das pontas), e assim por diante. É talvez uma das alterações mais simples de executar mas também talvez a mais eficaz no que diz respeito a nivelar sociedades à igualdade de sexos. Além disso remete às cartas de marear tanto usadas pelos navegadores portugueses durante os Descobrimentos. Ganha-se em modernidade e valores de igualdade e em nostalgia histórica. Proponho também que se deixe de passar recibos verdes mas sim folhas de liquidação cor-de-rosa.
Por último,  apelo não só ao Bloco de Esquerda, mas também a todo o país que analise com a devida atenção o seguinte: Portugal é uma República, e bem, visto que República é do feminino e é sempre personificada na figura de uma mulher naquelas pinturas e esculturas antigas. O problema é que a dona República tem sempre as mamas de fora.

E mais: a própria essência da palavra República.

Ré:

1. O que fica atrás ou para trás

2. Retaguarda; traseira

Pública:

1. Relativo ou pertencente ao povo, à população. 

2. Que serve para uso de todos. = COLECTIVO, COMUM

Juntando as peças, a palavra República quer dizer qualquer coisa como “Traseiro Comunitário” ou “Rabo da Malta”. Ou seja, basicamente a República é uma gaja que anda sempre com as mamas à mostra e cujo cu é de todos. Isto é extremamente insultuoso para com as senhoras do nosso país, colocando o exemplo máximo da política social ao nível de uma mulher da vida. Só há uma atitude a tomar em relação a isto e tem de ser o Bloco de Esquerda a propôr em sede de governo: tem que se legalizar a prostituição. Aí acabam-se os problemas e a República passa a ser uma figura feminina moderna e activa no mercado de trabalho, tal como hoje em dia é a mulher.
Julgo que legalizar a prostituição seria uma boa estratégia (e talvez a única) para o Bloco de Esquerda ganhar eleitores. Em último caso, depois de aprovada a lei, ganhavam clientes para o tempo das vacas magras, que isto nunca se sabe. Um dia está-se no governo, no outro pode-se estar numa esquina a passar folhas de liquidação cor-de-rosa (vulgo recibos verdes).
Se é para abusar da República, e ainda por cima por trás, ao menos que seja em condições de igualdade para que possamos ter orgulho no nosso país. Assim, sim senhor! Aliás, sim senhora.

republica topless

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